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19.9.12

Minhas Asas Cresceram... E Eu Preciso Voar.

              
 
                 Sabe qual é a sensação de se sentir em um aquário, como se você estivesse sendo constantemente observada e a esquina representasse um perigo mortal? É assim que eu me sinto nesse lugar. Não desmerecendo minha cidade ou meus pais, mas me sinto uma estrangeira em minha própria casa, no lugar onde nasci, cresci e vivi até hoje. Na verdade não os culpo, eles só não entendem que a um mundo enorme me esperando, que existe muito mais ai fora do que essa pequena cidade pode oferecer. Eles não entendem que meu sonho não é viver aqui, fazer faculdade e continuar no ninho, não entendem que não quero ganhar um pouco de dinheiro e comprar uma casa na tão falada “morada do verde”, não quero escolher minha profissão pelo salário, e sim pelo prazer, pelo que vai representar na minha e na vida de outras pessoas.
                Eu quero mais. Quero correr atrás de meus sonhos, conhecer lugares, pessoas, culturas, mudar minha cabeça, abrir minha mente para coisas novas. Eles não entendem que ao longo desses 15 anos minhas asas cresceram e que eu preciso voar.
                Preciso voar para longe. Encontrar meu lugar por entre esse mundo, me sentir bem onde eu escolher viver; quero ainda poder sair na rua sem me sentir diferente de ninguém, usando as roupas que eu quiser sem ninguém me parar para perguntar “como você tem coragem de usar essa roupa?”, ou quando saio maquiada e as pessoas simplesmente não disfarçam que estão olhando. Ou ainda quando dou minha opinião e ninguém acredita que eu discordo de determinada ideia ou assunto.
                Eu na verdade já me acostumei a ser diferente, mas isso não significa que eu aceite, e não significa que quero ser mais uma dessas pessoas a fazerem o que o mundo diz que elas têm que fazer, não quero ter minha mente controlada, não vou ser mais uma dentre tantos que se calam e nem ao menos pensam “e se isso não fosse assim?”, as pessoas se esquecem de que tem o poder do pensamento, e mais importante ainda, elas tem o direito de expressarem suas opiniões.
               Quando eu me libertar desse ninho e sair desse aquário tão clichê vou poder saber quem realmente sou, o que eu não quero para mim, e ai, e só ai, eu vou saber o que quero. E eu quero voar... Eu quero ser livre!
                    
 
                                                                                                 Ana Eliza

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