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4.10.12

O Comércio Do Amor

 

Procura-se! Procura-se! Quero alguém que me tire do tédio, que cure minhas feridas e me faça esquecer o passado, alguém se candidata?

Isso soa estranho para você? Pois é! Para mim também.  Acho que o termo “sentimento” não cabe mais para se referir ao amor, ele está se tornando um comércio daqueles bem baratos em que quem chegar primeiro leva, onde o estereotipo é mais importante que o interior. As pessoas se referem ao amor como a solução de problemas, como se ele fosse uma espécie de farmácia, usam as pessoas como se usassem remédios. O amor anda tão banalizado ao ponto de os “eu te amo” saírem de nossa boca por qualquer motivo e pior, para qualquer pessoa.

Esse comércio de certa forma privilegia a alguns, principalmente a aqueles que acham que o amor é apenas um beijo trocado, toques e uma ou duas noites juntos.

Isso para mim é medo, medo da entrega, da felicidade longínqua, medo de se prender, medo de que alguém conheça seus defeitos quando você mesmo não os suporta.

Eu não quero procurar alguém, quero ser encontrada em meio à multidão, quero a sorte de um amor construído, forte, um amor que vai crescendo dia a dia e que dure o tempo que for necessário. Quero alguém que me conquiste, que arranque um sorriso de meus lábios e um beijo calmo. Que esse alguém me conheça e me aceite. Quero ouvir um “eu te amo” depois de muito tempo, quero a certeza da lealdade, uma porção de conquistas e um pacote de abraços, ai vou saber que não fui mais um produto desse comércio louco em que o amor se transformou.
 
 
                

3 comentários:

  1. nossa é bem assim mesmo! eu chego a ficar triste com essa situação que vivemos hoje em dia arght e com raiva tambem por que parece que as pessoas não estão dando mais importancia para o amor verdade ou estão cegas que não conseguem amar?

    bjaooo

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  2. Verdade Caroly, mas para mim é medo. Se divertir com alguém é bem mai fácil que amar, e as pessoas costumam escoler o mais fácil. Beijo :D

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