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2.4.13

Vai que dá certo?

Seu cheiro, infelizmente, não é o mesmo que o dele, você não usa o mesmo perfume, não gosta das mesmas roupas e também não fala coisas que me deixam de boca caída, tudo bem, estou sendo injusta, você até fala, mas eu sempre tenho a mania irreversível de te comparar a um passado que luta constantemente para ser presente. O problema é que suas palavras possuem apenas o poder momentâneo de me tirar do chão, elas normalmente não me fazem perder a cabeça o dia inteiro. Eu confesso, até gosto dos momentos em que você chega e se aconchega aos meus braços, naquele momento, você é único. Confesso que é reconfortante saber que existe alguém ali, que faria tudo por você, mas ao mesmo tempo, é atormentador saber que você não pode retribuir com a mesma sinceridade ao sentimento.

Acontece que eu não sou certa, sou dessas pessoas estranhas que gostam daquilo que não possuem e correm atrás de riscos para que a felicidade chegue ao ápice e se complete. Sou dessas que chora por sentir saudade de alguém que sequer se lembra da minha pobre e singela existência, dessas que quebra a cara, mas mesmo assim, continua corrento atrás. Uma corrida inconstante em que não há vencedores, há apenas aquele que segue e a que escolhe ficar, mas a corrida nunca termina, não à final ao longo da estrada de tormenta em que eu me deixei permanecer por tanto tempo, não há trilhas ao longo do caminho, não a para onde correr. Não há como desviar.

Saber disso é o que machuca, saber que eu jamais poderei ser completamente sincera com alguém porque em algum canto da minha história existiu alguém a quem eu realmente amei, alguém que marcou, que ficou e que eu não deixo partir. Dizem que quem realmente ama não esquece,  eu sei que te levarei aqui dentro. Seu lugar está guardado, e ninguém se aproxima. Mas voltando às comparações, eu percebi no meio do texto que não há como comparar, as pessoas são diferentes, os amores são diferentes, e talvez, eu te ame e tente gostar de outra pessoa, da pessoa que atualmente corre comigo pelos caminhos que você deixou para trás.

Eu pensei, repensei e não cheguei a conclusão alguma, o que sei é que a partir de hoje eu levo minha vida da mesma forma que você levou a sua, a corrida é longa, e como já disse, nunca haverá um fim, mas vai que dá certo? Vai que esse caminho é mais fácil de ser vivido com alguém que te queira um bem extremo, com alguém que te arranque sorrisos e te abrace quando tudo parecer perdido? O caminho vai ser longo, mas a partir de agora eu sigo e te deixo para trás, com lugar marcado, mas com a vida seguindo seu curso, sendo seguida em frente... Não, ele não é você. Não há nada igual, e talvez, seja isso que tanto me atraia.

1 comentários:

  1. adorei seu blog, você escreve muito bem. sempre que puder estarei por aqui, já estou seguindo, um beijo.

    http://por-todaparte.blogspot.com.br/

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