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26.8.13

O Vicio que Cura

A eterna mania de escrever em qualquer canto, lugar, em qualquer folha e até mesmo no bloco de notas do celular, desde que eu possa despejar no papel os sentimentos que ficam sufocados no peito até chegar uma hora em que eles imploram para sair. Nesse exato momento, os sentimentos sofrem metamorfose e se transformam em palavras, frases, parágrafos e textos.

Não há razão para ser assim, ou até pode haver, mas a desconheço. Desde que me entendo por gente faço isso. Lembro-me que minha maneira de pedir desculpa sempre foi escrever cartas e até hoje, quando quero falar de amor, é assim que o faço, escrevendo. É minha maneira de demonstrar o que sinto. De me expressar e falar com e para o mundo.

Nunca fui boa em me expressar, mas quando escrevo é como se tudo se tornasse mais fácil, exatamente como se minha alma estivesse sendo transmitida a cada palavra escrita. Não é difícil entender, mas pode ser classificado como uma dependência boa.

Clarice Lispector disse: "Eu disse uma vez que escrever é uma maldição. Não me lembro por que exatamente eu o disse, e com sinceridade. Hoje repito: é uma maldição, mas uma maldição que salva.". Acho que não é preciso dizer mais nada, escrever é mesmo isso, um vicio que aprisiona e alivia ao mesmo tempo. Escrever cura. Sem mais.

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