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30.8.13

Sobre o Nosso Último Encontro


Aconteceu o que eu tentei evitar durante o último ano. Outro dia a tarde, quando eu, como sempre, estava atrasada e resolvi encurtar o caminho. O sinal estava fechado e fui obrigada a parar, mas avistei você ali, do lado oposto da faixa, o encontro foi inesperado, mas não segui quando vi a luz vermelha ascender e você exitou, mas veio até mim.

Nos cumprimentamos como se fossemos apenas conhecidos, como se o passado não houvesse  existido, mas nossos braços realizaram suas vontades e no impulso nos abraçamos. Naquele momento o universo não existia, minha cabeça rodopiou e vi todos os nossos momentos em minha cabeça. Uma lágrima escorreu enquanto me lembrava, meu coração sabia que eram apenas lembranças e senti uma enorme saudade de estar aconchegada ao seu lado.

Não foi fácil, passei muito tempo ao lado daquela pessoa, que agora, não fazia mais parte da minha rotina, e por mais que doa, também tenho consciência de que não voltará a fazer. Nossas vidas seguiram por rumos diferentes e me vi cada vez mais distante, até que veio o fim. Esse encontro, o abraço e todas as lembranças que foram revividas em apenas alguns segundos reabriram uma ferida. Nos afastamos quando percebemos que o abraço começava a incomodar, era como se não nos encaixássemos da mesma maneira.

Doeu te ver ali, doeu mais ainda por saber que nossas portas estão fechadas e não irão se abrir. Continuaremos distantes. A luz verde tornou a se fechar e naquele momento eu sabia que deveria seguir. Eu havia conseguido até aquele momento, não poderia ser tão difícil. Nos despedimos, mas quando meus passos foram na direção contrária ao seu meu peito ficou apertado e eu sabia, aquilo era falta. O sentimento mais triste que pode existe, é maior que saudade, pois nesse caso, a falta é prova de que nunca mais irei tê-lo novamente. Nosso encontro foi a conta de se abrir e fechar o sinal.

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